“Ah! Que saudades da Amélia”.
- Curso Escriba
- 26 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Mulheres,
Nossa primeira dificuldade é como nos referirmos a vocês. Vocês hoje são tantas e estão em todos os lugares. Como era mais fácil quando vocês eram apenas mãe, esposa, companheira, filha, irmã... “rainhas do lar”.
Agora vocês são professoras, veterinárias, pilotos de avião, médicas, motoristas de táxi, administradoras, sindicalistas e, pior, continuam sendo mãe, esposa, companheira, filha, irmã... “Ah! Que saudades da Amélia”.
Nossa segunda dificuldade é como homenageá-las, já que o próprio termo homenagem é da mesma família da palavra homem. (Ver etimologia abaixo)
Assim sendo, mulher, como não existe “mulheragem”, também não lhe faremos nenhuma homenagem.
Realizaremos hoje um dos sonhos de toda mulher: faremos um mea-culpa.
Sim! Somos grosseiros, e quem nos torna um pouco menos rústicos são vocês. Quem nunca viu aquele troglodita se transformar num cavalheiro diante da mulher a quem ama?
Sim! Nossa sensibilidade é a mesma de uma pele de crocodilo, mas basta um toque feminino para que ela adquira a textura da pele de um bebê.
Sim! É verdade que o sexo frágil somos nós. Não só porque vivemos menos que vocês, mas, principalmente, porque somos incapazes de imaginar nossas vidas sem vocês.
Sim! A mulher sabe guardar segredos. O Homem não. Gostamos de divulgar nossas proezas (em todos os sentidos), mas muitas delas não resistiram se as mulheres resolvem falar tudo o que sabem sobre nós.
Sim! Desejamos ardentemente que vocês continuem sendo com são, para que dia, quem sabe, possamos ser melhores do que somos.
Não! Não somos iguais, (ainda bem!) Não somos complementares. Não somos opostos. Homens e mulheres têm em comum a chama vital que os anima. E é esta chama, que existe em cada um de nós que nos aquece e nos ilumina em busca do respeito e do amor na diferença.
Professor Edson Nunes Ferrarezi
Nota: A palavra “homenagem” vem do latim “hominaticum”, laço feudal entre homens. Mas o que vocês tecem é mais sublime: um pacto não de vassalagem, e sim de vida compartilhada — onde nenhum joelho se dobra, mas duas chamas se entrelaçam para iluminar o mesmo caminho.
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